segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Há cura para o analfabetismo funcional brasileiro?

Quando a liberdade é confundida com preconceito


   Recentemente, os holofotes da mídia nacional voltaram-se à polêmica criada em torno da decisão do Juiz Federal da 14ª Vara do Distrito Federal, que concedeu liminar a qual deixa em aberta a possibilidade para que psicólogos ofereçam terapia de orientação sexual. A demanda foi originada de uma Ação Popular movida contra o Conselho Federal de Psicologia, objetivando a suspensão dos efeitos da Resolução nº 001/1999 que impedem o desenvolvimento de pesquisas, estudos e atendimentos acerca dos comportamentos e práticas homoeróticas. Essa decisão, promove uma interpretação mais adequada daquela Resolução, entrando em acordo com os princípios da Constituição, no sentido de não privar o profissional de estudar ou atender aquelas pessoas que venham em busca de orientação em relação à sua sexualidade [1].
   Bastou o assunto tornar-se público, para que se levantassem aqueles que consideraram tal decisão como uma afronta aos direitos homossexuais, por propor uma “cura” à tendência daqueles que sentem atração por pessoas do mesmo sexo. Logo em seguida, muitos aderiram às campanhas disseminadas pelas redes sociais, especialmente no Facebook, mudando a aparência do perfil para a bandeira do Arco Íris, símbolo utilizado pelo movimento LGBT, com os dizeres: “Não há cura para o que não é doença”. Apesar do alarde, foram poucos aqueles que realmente se deram conta do teor daquela decisão liminar exarada pela 14ª Vara do Distrito Federal. A maioria sequer interpretou o documento, mas automaticamente tomou as informações apresentadas como verdadeiras sem sequer ler o conteúdo da decisão.
   É importante perceber que muitos daqueles que interpretaram esta decisão de forma equivocada, são justamente os mesmos que bradam aos quatro cantos a tão almejada “liberdade”. Na decisão publicada, não há qualquer menção à “cura gay” em nenhuma parte da liminar, pelo contrário, em várias partes é apresentada a necessária compatibilidade com os princípios éticos e da dignidade humana, de modo especial, a censura contra qualquer tipo de preconceito que possa ser praticado no âmbito do exercício da profissão da Psicologia.
   Não é possível ainda identificar se a mídia secular está sofrendo de uma epidemia de analfabetismo funcional ou se procura, de forma tendenciosa, direcionar o público, que em sua maioria sofre de uma crise crônica de leitura e interpretação de texto, para manter a censura imposta aqueles que buscam auxílio profissional para viver a sua sexualidade de acordo com a sua estrutura biológica. Que problema há de tão grande em uma pessoa que não satisfeita com os seus desejos íntimos sinta-se atraída por indivíduos do mesmo sexo, em buscar um psicólogo para entender melhor seu problema e voluntariamente sair desta situação? Qual a dificuldade em compreender que os cientistas e pesquisadores da área, devem ter liberdade para estudar as variáveis decorrentes da sexualidade e assim contribuir para o conhecimento nesta área?
   É por isso que exortamos os leitores desta página, neste tempo, mais do que nunca, buscar informações por si próprios e abandonar as notícias prontas, para que assim sejam livres da armadilha imposta de forma generalizada pelos meios de comunicação, que sempre querem apresentar seus próprios conceitos sob uma aparência da verdade. Não se pode aceitar o cerceamento da liberdade daqueles que procuram assistência na sua sexualidade, se há aqueles que querem permanecer na homoafetividade, que não prejudiquem aos que não o querem.

REFERÊNCIAS
1.https://d2f17dr7ourrh3.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/09/ATA-DE-AUDI%C3%8ANCIA.pdf

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A busca impetuosa por uma identidade “construída”: a teoria do gênero e sua imposição sem limites!

A presença cada vez maior da abordagem da temática gênero e a omissão das famílias contribui de sobremaneira para a imposição totalitária desta agenda

   Algo que nenhum cidadão brasileiro pode negar no presente momento é que apesar da supressão das terminologias gênero e identidade sexual, como temáticas obrigatórias no sistema público de educação (federal, estadual e municipal), não será possível eliminar das famílias o fantasma da imposição cultural, se nada fizermos.
   Na sala de uma pobre casa onde vive uma família de classe baixa, ali se encontrará um aparelho televisor ligado, apresentando conteúdos limitados a poucos canais abertos. Nestes mesmos canais onde quotidianamente, a temática do “gênero” é propositadamente inserida em programas de entrevista, nos quais se convidam “especialistas” que não fazem outra coisa senão defender os tênues fundamentos da referida teoria, sem qualquer resquício de rigor científico ou preocupação com a realidade empírica, mas tão somente movidos pelo próprio ativismo inerente ao engajamento na sua luta por uma pseudo igualdade. A maior prova de que programas como estes, não se preocupam com a verdade ou sequer com a diversidade de ideias, encontra-se na ausência de debate entre os convidados que geralmente pertencem à mesma linha de pensamento. Quantos programas se debruçaram em documentar a ruína de famílias dilaceradas pela tentativa de levar experimentos de gênero à prática como o caso David Reimer por exemplo?
   Na poltrona de uma aeronave, enquanto ocorre o translado, os passageiros, formados em grande parte por famílias de classe média, podem abrir uma revista para distrair-se durante as longas horas de viagem até o destino, mas eis que se descobre que a companhia aérea também engajou-se naquela luta, usando do espaço de publicidade para propagar a mesma teoria que afirma ser a opção sexual um construto social estabelecido e portanto, embora toda a sua essência se determine à um sexo, ninguém precisa estar sujeito à imposição biológica, e sendo assim, a todos é dado o poder de escolher dentre as diversas manifestações sexuais, aquela que mais lhe atrai. Para produzir um caráter prático, eis que se apresenta na matéria principal, dois jovens rapazes que se uniram afetivamente e recorreram à adoção de crianças para deste modo, provar que é possível se “libertar-se” da imposição biológica, pois venceram assim o “mau” que a natureza lhe impôs ao coloca-los dentro de um corpo que não era seu, bem como a barreira que impede a reprodução entre pessoas com o mesmo sexo, constituindo assim uma “família”.
   A abordagem do gênero já não é mais uma questão meramente acadêmica, embora esteja fortemente arraigada no sistema universitário se apresentando geralmente como um dogma. Nas escolas, é ela quem continua a orquestrar os debates relacionados ao preconceito, intolerância, violência e apesar da supressão desta temática, legitimada pelo parlamento, continua a ser trabalhada nas salas de aula como se a retirada da obrigatoriedade não tivesse qualquer efeito sobre o sistema educacional. É necessário considerar que esta temática tornou-se bastante difundida, e onde quer que vamos, lá estará, os exemplos acima mencionados demonstram claramente isto. O embate tem seu campo de guerra nas salas de aula, porém, os meios de comunicação em geral vêm garantindo de forma eficaz, e se aproveitando da apatia do povo, a Engenharia Social necessária para a imposição da insana teoria.
   Apesar se tratar de uma “teoria”, o gênero tornou-se uma verdade imutável e sinônimo de combate ao preconceito contra homossexuais. Seus defensores contemporâneos chegam ao absurdo de assumir como o único caminho para acabar com a intolerância, e colocam o “fundamentalismo” judaico- cristão, criador e difusor do padrão heteronormativo como principal culpado pelo retrocesso que dissemina a violência contra as pessoas que sentem atração por indivíduos do mesmo sexo. Muitos cristãos, pouco informados, acabam caindo neste engodo.
   O cristianismo, especialmente a doutrina Católica é inteiramente fundamentada no respeito à dignidade da vida humana, e no que se refere ao homossexualismo, é bastante taxativa ao afirmar que estes filhos tem seu lugar dentro da vida eclesial e portanto, não devem ser excluídos, no entanto, não pode contradizer aos seus ensinamentos milenares entre os quais a necessária e fundamental união matrimonial entre homem e mulher para a procriação e educação dos filhos, numa família onde seja possível o crescimento espiritual e moral. Aos homossexuais é oferecido o caminho a que todos os filhos da Igreja devem perseguir, qual seja: o da castidade aos solteiros, casados e celibatários, cada qual no seu próprio estado de vida. Aos homossexuais é admitida o encontro com Cristo na eucaristia desde que se abandone a prática e busquem uma vida de santidade.
   Um Cristão que por acaso cause violência a um homossexual, está pecando gravemente, indo contra o 5º mandamento (não matarás), se zomba de uma pessoa nesta situação está indo contra o 8º mandamento, e se alimenta o ódio a qualquer pessoa, está a caminho do inferno (Mt 5,22). Portanto, se há violência contra homossexuais, não é na conta do cristianismo que se deve creditar tal realidade, no entanto, a Igreja não deve se omitir em dizer a verdade a esses filhos, pois antes de tudo, preza pela salvação do fiel.
   O que se percebe no entanto é que o cristianismo, apesar de ser o maior defensor da dignidade da vida humana, independente da tendência sexual, é a mais perseguida, justamente por aqueles que representam os grupos que promovem tal ativismo.  As consequências estão aí para demonstrar até que ponto a imposição dos ideólogos pode cercear o direito dos fiéis em exercerem sua fé e conduzir a educação dos filhos conforme os seus próprios preceitos. Vide o caso recente em que pais cristãos chegaram a ser presos por não aceitar que seus filhos recebessem aulas que contradizem sua fé [1].
   Com tantas ações oriundas da mídia e do próprio Governo, aos poucos pretende-se obter o consenso entre a população, para então se introduzir definitivamente leis que podem cercear o direito dos pais sobre a educação dos filhos. A questão é: quanto menos preocupados com a educação dos filhos e com o matrimônio, tanto maior será a força da imposição ideológica, esta por sua vez é potencializada pela preguiça mental, e pela apatia da população em vislumbrar a realidade a respeito de assuntos como este, as pessoas passam assim, a deixar que os ocupantes de espaços públicos, pensem e conduzam as decisões por elas, sem qualquer reação. Não há mais tempo para a inatividade, ou nos preocupamos mais com nossas famílias ou em breve evidenciaremos as consequências dessa omissão.

REFERÊNCIAS
1.https://padrepauloricardo.org/blog/pais-sao-presos-por-nao-aceitarem-ideologia-de-genero

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Capital paranaense recebe evento pró-aborto voltado para estudantes de medicina

Evento conta com a parceira de algumas universidades locais e da ONG internacional IPAS


   Acontece no Hotel Lizon em Curitiba, evento que tratará da temática: “Saúde Reprodutiva da Mulher e Acesso ao Aborto Seguro” [1]. O referido evento, voltado para alunos do curso de medicina, conta com a presença de especialistas oriundos de mais de 18 países que trabalharão esta temática durante os 4 dias do evento que tem início no dia 14/07/2017 e encerramento em 18/07/2017. Sabe-se que todas as despesas estão inclusas, desde alimentação e hospedagem, até materiais. O encontro conta com o apoio dos comitês universitários locais da IFMSA Brazil (International Federation of Medical Students’ Association da América Latina).
   É importante salientar que entre as parceiras do programa, está a ONG IPAS (International Pregnancy Advisory Services), atuante há décadas no suporte e assessoria aos países no que se refere às ações voltadas ao aborto. Durante muito tempo, o IPAS trabalhou no desenvolvimento e fabrico de um equipamento para realização de abortos via aspiração à vácuo, que ficou popularmente conhecido como “kit de regulação menstrual”, para mascarar os verdadeiros objetivos do referido dispositivo. Além de garantir a produção do referido equipamento, desde a década de 1970, o IPAS garante também o treinamento para o uso mais eficiente dos produtos, é o que garante Donald Warnick, pesquisador que elaborou na década de 1980, relatório sobre a ajuda internacional ao aborto [2].
Percebe-se portanto que não é de hoje que a ONG se propõe a oferecer treinamento para a realização do aborto no mundo inteiro. Vale ressaltar ainda, que o mesmo relatório elaborado por Warnick demonstra ainda a agressividade estratégica da organização no que se refere à difusão do aborto, cita o autor que um antigo membro da equipe afirmara que: “Nossa política é que quanto mais ilegal for o aborto, mais atraente é por ser necessário. Se for legal, outros podem manipular”. Ou seja, desde o início dos seus trabalhos, o IPAS tem como foco a oferta de serviços nos países onde o aborto é ilegal.
   O IPAS está alinhado com a estratégia mundial de controle populacional desencadeada na década de 1950 pelo Conselho Populacional, que posteriormente ganhou reforço com a entrada das grandes fundações internacionais (Ford e Rockefeller) e agências vinculadas ao Governo norte-americano como a USAID (United States Agency for International Development), que diante da promulgação da Emenda Helms na década de 1970, que praticamente estancou a distribuição de recursos para o financiamento internacional do aborto, viu-se obrigada a buscar outras estratégias para evitar o encerramento de suas atividades. O IPAS, desde sua formação contou com o apoio do Comitê de Crise Populacional (CCP), maior “atravessador” mundial de recursos para o controle populacional mundial, além dos recursos próprios oriundos das atividades desenvolvidas à nível global.
   O que acontece em Curitiba neste final de semana, é na verdade, a continuidade da estratégia mundial de controle populacional que desde muito tempo conta com recursos milionários para a disseminação do aborto como método de contenção demográfica, visto que no Brasil, tal prática é ilegal e passível de punição, mas isso nunca foi problema para as ONGS dispostas a burlar as leis locais, a fim de impor sua agenda de controle.
   Ante esta situação, conclamamos todas as pessoas de bem a ficarem atentas às ações que deverão ser desenvolvidas nos próximos dias, tendo como foco, manifestações em favor da vida humana diante de mais esta ameaça levada à cabo pelos promotores internacionais da Cultura da Morte.

1.https://www.facebook.com/ifmsabrazilufpr/
2.http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2307/3561278/full

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Profanações da Eucaristia no Brasil: A culpa também é dos católicos!!

As profanações do Corpo de Cristo nesta terra de Santa Cruz, também põem em xeque o grau de zelo dos católicos pelos sacramentos da Igreja


   Não se fala de outra coisa nas redes sociais católicas, senão da profanação do Corpo de Cristo realizada recentemente por uma seita protestante. Alguns padres altivos, há muito tempo, tem alertado os seus fiéis sobre esta onda de profanações executadas por diversas seitas e grupos anti-cristãos (satanistas, ocultistas, ateístas), porém, desta vez o vilipêndio foi levado à cabo por protestantes, que passaram da blasfêmia [1], a ação propriamente dita. A denúncia do fato, foi realizada após uma campanha encabeçada por uma seita protestante, que estaria incitando os seguidores a levarem hóstias consagradas aos templos, e trocarem pelo chamado "Pão da Vida" [2]. Embora as lideranças do grupo insistam em negar o fato, mantêm-se o estado de alerta em todo o Brasil.
   Apesar deste episódio chamar tanto a atenção, sabe-se que há muito tempo, os sacramentos da Igreja vem sendo tratados de forma relapsa pelos próprios católicos, de tal modo que as consequências das profanações também caem sobre a conta dos mesmos. Tratando especificamente do Sacramento Eucarístico, percebe-se a falta de conhecimento e profundidade a respeito deste sinal visível deixado por Cristo. Num mundo em que impera o relativismo e o materialismo dentro da Igreja, os fiéis se quer dão-se conta das disposições necessárias para a recepção correta deste sacramento. Santo Antonio Maria Claret, por exemplo, afirma que são 4 as condições necessárias para bem receber a Santa Comunhão a saber: jejum natural, que segundo a orientação da Igreja, deve ocorrer há pelo menos uma hora antes da recepção do Sacramento [3]; consciência limpa, o que exige Confissão de todos os Pecados Mortais e arrependimento dos Veniais; Conhecimento sobre o Sacramento e o desejo de recebê-lo [4]. Apesar de todas essas condições, quantos fiéis recebem realmente o Corpo de Cristo tendo ciência mínima deste sacramento? indo mais além, quantos aprendem na catequese a respeito disso? O primeiro problema encontra-se exatamente neste paradoxo, pois se até mesmo os católicos não tiverem pleno conhecimento da importância deste sacramento, como vão conseguir combater os sacrilégios que vem de fora da sua Igreja?
   Um segundo problema relacionado à profanação, diz respeito ao tratamento oferecido no momento da recepção deste importante sacramento. A regra geral, estabelece a faculdade para que os fiéis recebam a Eucarístia na mão, ou diretamente na boca, contudo, esta abertura abre um largo espaço para que as profanações possam ocorrer, uma vez que se recebida diretamente na língua, dificilmente alguém mau intencionado conseguirá retirar a hóstia para realizações de cultos sacrílegos fora da Igreja. Não bastasse essa abertura, alguns sacerdotes modernistas, por sua falta de compreensão sobre o mistério Eucarístico, estão deflagrando uma verdadeira perseguição aos fiéis que recebem a eucaristia diretamente na boca, com isso, a possibilidade de roubo e profanação tomam força.
   Se por um lado, a comunhão na mão abre precedentes para que se possam praticar todas as espécies de profanação exterior, por outro lado, o número de fiéis que recebem este sacramento sem qualquer pudor, ou até mesmo sem a devida preparação mostra o caminho longo que a Igreja ainda deverá correr para que este tipo de prática (sacrilégio), seja minimizada. Os abusos cometidos por outras seitas, são facilitados pela falta de respeito dos próprios fiéis em relação ao sacramento, e pode-se até mesmo chegar a afirmar que jamais na história da Igreja, houve tanta falta de respeito com os sinais vivos da presença de Cristo na sociedade, como os que ocorrem nos presentes dias. Os confessionários vazios e as filas da comunhão cheias, este é o cenário vislumbrado atualmente. Neste contexto não se pode negar que enquanto os próprios fiéis não zelarem pelo respeito ao Mestre, dificilmente os sacrilégios cometidos pelos anti-católicos terminará.

REFERÊNCIAS
1.https://berakash.blogspot.com.br/2016/07/aline-barros-diz-que-nao-suporta-que.html
2.http://www.simsoucatolico.com.br/2017/03/igreja-universal-chama-eucaristia-de-pao-do-mal-e-faz-uso-de-hostias-para-divulgar-evento.html#.WRImTPnyuUk
3.https://pt.aleteia.org/2014/12/08/por-que-precisamos-fazer-jejum-antes-da-missa/
4.Santo Antonio Maria Claret, Caminho Reto, pg.67

domingo, 14 de maio de 2017

Emmanuel Macron e a perspectiva antinatalista na França

Em meio à decadência moral e atual crise decorrente do choque cultural, o que se esperar do resultado das eleições presidenciais na França?



   Com a eliminação do candidato François Fillon nas eleições primárias, a disputa pela Presidência da França se deu entre dois candidatos que se declaram abertamente favoráveis à manutenção de políticas antinatalistas. Ao contrário da imagem que a mídia secular tentou construir, tratando as eleições como uma disputa travada entre um candidato com ideais progressistas (Emmanuel Macron) e uma candidata conservadora (Marine Le Pen), restringindo o embate principalmente no âmbito das políticas migratórias, o que se vislumbrou na prática, foi o alinhamento dos dois candidatos, pela manutenção das políticas contrárias à vida desde a concepção.

   Do resultado nas urnas, Emanuel Macron, candidato considerado com ideais de centro, saiu vencedor. Mas diante da atual crise que a França vem enfrentando, principalmente no que concerne ao choque cultural resultante da imigração em massa à Europa, conjugada à queda na taxa de fecundidade da população e à crescente secularização, o que se pode esperar do futuro desta nação, que há muito tempo, já foi conhecida como um dos pilares da Civilização Ocidental? Que consequências práticas a vitória de Macron, e seu posicionamento favorável à continuidade das políticas contrárias à vida e à família, bem como seu alinhamento à corrente conhecida popularmente como “globalista” podem provocar a esta nação tão influente não somente no continente Europeu, mas no mundo? Ainda não é possível responder claramente, mas alguns dados que serão apresentados na sequência mostram quão preocupante é o horizonte que se vislumbra a médio prazo.

   A taxa de fecundidade na França, segundo estatísticas recentes (2015), está em torno de 1,9 filhos por mulher, valor este abaixo da taxa de reposição, que deveria ser algo em torno de 2,1 filhos por mulher. Comparando-se ao Brasil, onde o mesmo índice apresenta uma média de 1,74 filhos por mulher, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pode-se chegar até mesmo a argumentar que a França está numa situação demográfica mais confortável que a brasileira e a de outros países europeus como a Alemanha, cuja taxa de fecundidade já alcançou algo próximo a 1,4 filhos por mulher. No entanto, a grande preocupação centra-se na rapidez para que o país atingisse este nível, de modo que este indicador passou de 2 para 1,9 em pouco mais de um ano, e já é considerada pelos especialistas, como a pior taxa desde a Segunda Guerra Mundial [1].

   A França encontra-se atualmente em estado de alerta, devido à frequência com a qual ataques terroristas, motivados pela intolerância religiosa vem sendo realizados no país, com destaque para os atentados contra a sede do jornal satírico Charlie Ebdo e à Casa de shows Bataclan em 2015, e revelam grande preocupação em decorrência do choque cultura inerente à migração em massa para a Europa. A França já é o país europeu com maior proporção de islâmicos (7,5% da população), respondendo por aproximadamente 25% da população islâmica em toda a Europa. Ademais, a taxa de fecundidade entre os islâmicos é de aproximadamente 2,2 filhos por mulher contra 1,5 dos demais residentes, na média do continente [2].

   No que concerne ao aborto, a legislação francesa já permite a realização do procedimento desde 1975, sendo que o mesmo pode ser realizado até as 12 semanas de gestação, por razões sociais ou econômicas, julgando a mulher não ter condições de ser mãe, sendo possível fazê-lo também após esse período, se identificada má formação. Além da possibilidade de realizar o aborto, recentemente também foi aprovada no Parlamento Francês, a criminalização de informações sobre alternativas ao aborto, ou seja, veiculação de informações com conteúdo pró-vida, são passíveis de punição [3].

   O candidato eleito Emmanuel Macron, considerado como liberal e progressista pela maioria dos franceses, já se declarou pela manutenção das leis em relação ao aborto, bem como à união civil entre pessoas do mesmo sexo, que desde sua aprovação em 2013, contou com a rejeição de parte significativa da população francesa [4]. Macron também já deu declarações favoráveis aos procedimentos de reprodução assistida a casais homossexuais e mulheres solteiras [5]. Por fim, o candidato também se alinha com as perspectivas da União Europeia, o que representa maior abertura aos ideais estabelecidos no conjunto dos países que compõem o grupo, o que por si só, já se configura uma possibilidade de se ampliar ainda mais a legislação para o aborto, visto que a U.E, a exemplo da ONU, vem perseguindo assiduamente os países que contrariam tal prática [6].

   As eleições francesas não representaram qualquer avanço em termos morais, haja vista a proximidade de objetivos dos dois candidatos no que se refere às propostas relativas ao aborto, de modo que ambos postularam pela manutenção da legislação vigente, que já é bastante permissiva neste quesito. Ademais, a vitória de Macron, considerado como o mais liberal nesta disputa, representa também a possibilidade de avanço das medidas contrárias à vida e à família, haja vista o seu posicionamento em relação à União Europeia. Sobre o futuro da França, em meio à decadência dos princípios que construíram sua civilização, somente os episódios que seguirão poderão demonstrar seus resultados.  


REFERÊNCIAS

1.http://br.rfi.fr/franca/20160120-taxa-de-mortalidade-na-franca-atinge-o-pior-indice-desde-o-fim-da-segunda-guerra



4.http://www.semprefamilia.com.br/as-diferencas-de-le-pen-e-macron-sobre-aborto-lgbt-islamismo-e-outros-temas-morais/


6.http://www.catolicanet.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8786:polonia-rechaca-ingerencia-da-uniao-europeia-e-nao-despenalizara-o-aborto&catid=86:lista-meio

terça-feira, 9 de maio de 2017

A grave crise de representatividade no Brasil

O ativismo judicial escancarado no Brasil, demonstra a sobreposição de interesses particulares sobre o comum

   A recente onda de ameaças à vida humana a que o país vem sendo submetido, relevam uma face considerada até então, obscura pela maioria dos brasileiros que admitam estar bem representados pelos seus deputados, e que este fato por si só, seria suficiente para fazer valer os seus direitos e anseios frente às possíveis adversidades que pudessem emanar das ditas minorias "progressistas", que pretendem fazer valer objetivos contraditórios e totalitários a qualquer custo sobre a maioria.  
   Uma pesquisa realizada recentemente, revelou que cerca de 73% dos brasileiros são contrários ao aborto, apesar disso, ainda é possível dizer que sob o aspecto legal, seus anseios não serão respeitados, por mais que o congresso brasileiro, fazendo valer a voz do povo, seja majoritariamente contrário a tal prática.  O grande questionamento que se faz à respeito disso é que, em teoria, o Estado democrático deve criar políticas que garantam um nível suficiente de bem-estar, prezando também, pelo bom convívio entre os cidadãos, agindo deste modo, em convergência com os objetivos de sua população.
   O Estado nem sempre consegue atingir um nível equivalente de bem-estar entre todos os cidadãos, tendo em vista as suas limitações para atendimento e os anseios pessoais dos agentes. O limite deste paradoxo, se estabelece justamente no nível de respeito aos direitos individuais e coletivos. Em outras palavras, os direitos coletivos devem ser atendidos, sem menosprezar os anseios das minorias, desde que os objetivos destes, não ultrapassem os limites da dignidade e do respeito humano. Com base nestes pressupostos foram estabelecidas as bases da Constituição brasileira. Por outro lado, se uma lei contraria a dignidade e o respeito humano, seja ela proveniente dos anseios da minoria ou da maioria, tratar-se-a de uma lei com caráter totalitário e ditatorial. 
   Vislumbra-se em nosso tempo, a recorrente busca para viabilizar a implantação do aborto no Brasil com uso de recursos públicos. Não podendo obter resposta nos meios democráticos, as minorias tem buscado através de embustes, convencer os parlamentares e o povo com projetos de lei de redação ambígua, e assim, permitir uma interpretação mais profunda que possibilite o fim dos princípios estabelecidos democraticamente, sem que ninguém perceba. Foi o que ocorreu recentemente com a famigerada Lei Cavalo de Tróia (12.845/2012) e com o Projeto de Lei que vem complementar a primeira: o PL 7371/2014. Não bastasse isso, as minorias que não representam o povo brasileiro, também arriscam outros meios, apostando na recente onda de ativismo judicial que tomou conta da Suprema Corte brasileira, na qual, juízes definem as regras para o Estado, fazendo assim, as "vezes" do Congresso. 
   A busca desenfreada de determinados grupos, que pretendem fazer com que seus interesses se sobreponham aos demais, especificamente no caso do aborto, possui relação intrínseca com o controle populacional mundial. O movimento de controle populacional, ganhou força especialmente na década de 1960, apoiando-se substancialmente nas milionárias concessões obtidas junto às Fundações Filantrópicas americanas, que passaram a ver na questão populacional, um entrave ou ameaça ao bem-estar mundial. Esta concepção evoluiu, passando do âmbito do controle estatístico, para o comportamental. A base desta última estratégia coloca a família como uma opção, e sendo assim, para que o indivíduo adquira a liberdade plena em sua escolha pessoal sobre a família, deve também adquirir os meios para delimitar seu tamanho. Primeiro foi necessário "empoderar" as pessoas para fazer o uso pleno de sua sexualidade de forma independente da composição familiar, ou seja, já não há mais responsabilidade na relação sexual, e a possibilidade da gravidez, que é conatural aquele ato, encontra outros meios para ser evitada, inclusive por meio do aborto.
   A crise de representação que se vislumbra no Brasil, pode ser compreendido exatamente neste contexto, em que a população já não decide mais os rumos do seu povo. Os representantes já não tem mais poder de ação ou até mesmo de salvaguarda diante de controvérsias como as que são criadas sobre a questão do direito à vida, que apesar de ser garantido constitucionalmente e considerado como um direito inviolável, já não é mais inviolável. Crises como esta, só podem ser resolvidas com a voz ativa da população, no entanto, o que se percebe é uma grande acomodação diante destas atrocidades que vem sendo praticadas. Enquanto os bons e sensatos permanecerem em silêncio, triunfarão os maus.

REFERÊNCIAS
1.http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/mais-de-70-dos-brasileiros-sao-contra-o-aborto/

sábado, 18 de março de 2017

Onda de ameaças à vida e à família toma conta do Brasil



Em pouco menos de 6 meses, inúmeras ações que ameaçam a vida e a família são colocados em prática


   Recentemente, os brasileiros receberam com muita tristeza a decisão unânime da primeira turma do STF, que abriu precedentes para que o aborto pudesse ser descriminalizado, até o terceiro mês de gestação. No Brasil, o aborto não é punível em dois casos conforme previsto no Código Penal: em função de gravidez decorrente de estupro e nos casos em que não existe outro meio para salvar a vida da gestante. Há também o precedente criado para os casos em que é detectada a microcefalia.

   A decisão do STF alargou um pouco mais os casos em que prática não seja punível, e ainda que esta decisão tenha violado o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê o direito à vida como inviolável, ela foi essencial para que à passos largos, o aborto possa ser legitimado como um “direito” das mulheres. Menos de 6 meses após a catastrófica decisão, um grupo de pessoas ligadas a um partido de esquerda brasileiro e a uma ONG feminista, protocolaram uma ação junto ao STF, solicitando a completa descriminalização do aborto até a 12 semana de gestação, independentemente das circunstâncias. Como justificativa, utilizaram a mesma base que o STF no caso de absolvição da clínica em Duque de Caxias, evocando os chamados “direitos sexuais e reprodutivos”.

   A motivação do grupo com certeza se apoia na decisão anterior, mas também na composição do colegiado da Suprema Corte, que conta hoje com um grande número de magistrados que compõe o grupo denominado de “progressistas”, e são mais favoráveis e inclinados à completa “liberdade” do indivíduo, ainda que isto resulte em supressão dos direitos de outrem, como ocorreu com o caso do aborto. Um dos ministros que participou da votação envolvendo a abertura do precedente envolvendo a clínica de aborto no Rio de Janeiro, por exemplo, é favorável à legalização da maconha como meio para “desafogar” o sistema carcerário brasileiro. 


IDEOLOGIA DE GÊNERO É INSTITUCIONALIZADA NO MEC 


   No dia 14 de fevereiro, logo após a grande batalha do movimento Pró-Vida contra o Projeto de Lei 7371-2015, que garantiria na prática, os recursos materiais para a operacionalização do aborto no sistema público de saúde, o Presidente da República, aprova o Decreto 9.005/2017, que determina a Estrutura Regimental e o quadro demonstrativo dos Cargos em Comissão e Funções de Confiança do Ministério da Educação, de modo que no artigo 25, Seção II, atribui à Diretoria de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, ações no sentido de desenvolver programas de educação que visem o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual. Aprovando este decreto, o Presidente contraria totalmente a população brasileira que suprimiu os conteúdos acima elencados nos Planos Federal, Municipais e Estaduais de Educação.

   A Base Nacional Curricular Comum, que unifica os conteúdos oferecidos pela educação no Brasil inteiro, também traz a perspectiva de gênero nas três versões apresentadas para a aprovação. Embora contrarie totalmente o Plano Nacional de Educação, o documento vem tratando de forma aberta esta temática que será imposta a todos os Estados.


PL 7371 AINDA PODE SER VOTADO


   O Projeto de Lei que garante recursos para que o aborto possa ser realizado na rede pública de saúde, ainda que não tenha sido pautado, pode ser votado a qualquer momento na Câmara dos deputados. Na semana do dia da mulher, o perigo era mais iminente, mas nem por isso esta ameaça está completamente descartada, por isso há necessidade de atenção quanto á estes projetos que ameaçam a vida.

   Não é a toa que este ano vem sendo conhecido como o ano da Grande Batalha, que foi até mesmo profetizado pela irmã Lúcia. Esta afirmou que a revelação de Nossa Senhora em Fátima, lhe demonstrara que a batalha final entre o Reino de Deus e o Reino de Satanás seria sobre a família e o matrimônio. Que neste ano mariano, intensifiquemos nossas orações contra estas abominações que colocam o nosso país no epicentro.


REFERÊNCIAS

1.http://guiame.com.br/gospel/noticias/decreto-de-michel-temer-abre-espaco-para-ideologia-de-genero-nas-escolas.html